16 de novembro de 2010

De domingo a domingo: Enem e Norah Jones




Enem tú, enem eu

 
É com certa lástima que me recordo dos estafantes dois dias de prova do Enem 2010. Eu, como os 3,3 milhões de pessoas que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio, confesso que fiquei frustrado com tanta imcompetência e erro na organização da prova. Depois do vazamento do gabarito da prova no ano passado, tudo que não deveria acontecer era outro erro em 2010. Troca de competências no gabarito no primeiro dia, erros de impressão na prova amarela, suspeitas de vazamento do tema de redação, vergonha nacional... Por mais que o MEC alegue que os casos tenham sido pontuais, a sujeira já foi jogada no ventilador. Com certeza, o Enem, praticamente um passaporte para universidades federais e universidades particulares (através do famigerado Pró-Uni), perdeu credibilidade.
Disseram que não houve revisão das impressões devido ao sigilo do conteúdo da prova, não poderiam ao menos ter responsabilizado um grupo para que tivesse sido feito a conferência das provas impressas e, assim, assegurar a qualidade do exame? Todos sabiam que a imprensa ia estar com atenção redobrada no Enem e qualquer errinho seria amplificado de um modo escandaloso.
Tive a sorte de fazer a prova azul, mas tenho receio de que seja prejudicado pela troca de ordem das matérias no gabarito e não considerarem as minhas respostas para a competência correta (a sala em que estive foi orientada a inverter as matérias e riscar os nomes impressos e substituí-los na ordem correta, ciências humanas e ciências da natureza, conforme a prova recebida, no gabarito estava o inverso). Vamos aguardar os resultados para ver onde tudo isso vai chegar.
Que a justiça seja feita para quem teve outras complicações, como as pessoas que fizeram as provas amarelas. Elas merecem e devem fazer um outro exame. Num país que tanto fala em democracia, não dar esta chance a essas pessoas é ir contra este ideal, mesmo que saibamos que a democracia em si no Brasil nunca é exercida na prática. Fica a lição de casa a ser feita pelo Ministério da Educação para o próximo ano, tomara que desta vez não seja reprovado por erros tão crassos.

I also don't know why, Norah Jones...



Norah Jones no Brasil fazendo um show gratuito no Parque da Independência na cidade de São Paulo. O que parecia bom demais tornou-se um tormento: filas enormes, um tempo de espera incrível para entrar no parque e, o pior, chegar ao portão de entrada e perceber que pessoas chegaram depois de mim e normalmente, sem enfrentar a fila que peguei, entraram e viram o show completo. Resultado: perdi umas cinco músicas do repertório desta apresentação.
Uma vez estando lá, mesmo que aos trancos e barrancos, não podia reclamar: a voz doce e afinada de Norah e sua música suave me fizeram lamentar não ter chegado antes e poder ter visto o início do show, porém compensaram o tempo restante em que lá estive. Música de qualidade feita por uma cantora muito competente, pena que os episódios anteriores tenham atrapalhado um pouco a fruição deste imperdível programa.

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