20 de fevereiro de 2011

Texto de revolta sobre o dinheiro


Dinheiro é o mal de todos os séculos.
Todos os dias nós giramos em torno deste simples pedaço de papel moeda, trabalhamos para ganhá-lo, o utilizamos para o pagamento das contas e de outras necessidades e logo ele desaparece, tão rápido quanto caiu em nossa conta corrente. Somos prostitutas, todos sem exceção. Vendemos nosso corpo, nossa inteligência, em troca de algumas poucas notas no início ou no final do mês. Dinheiro é status, é posse, é poder. A falta de dinheiro nos rebaixa, nos destitui de nossos bens e nos arranca de nossas confortáveis posições físicas ou sociais. Dinheiro gera guerra, corrompe os homens, transforma as pessoas, destrói o meio ambiente ao redor. Quanto estrago ele causa e ele não passa de um simples pedaço de papel moeda...
O objeto em si não é nada (um simples pedaço de papel, como repeti anteriormente, que podemos rasgar, jogar na fogueira, escrever um recado ou um pensamento genial), a importância atribuída a ele pelos humanos é o que quase o diviniza. Sacrificamos nosso precioso tempo por causa do trabalho (que quase sempre não nos satisfaz, em empresas que somente nos explora). Abrimos mãos de alguns sonhos pois eles não pagam o aluguel, dinheiro deturpa até mesmo os nossos sonhos, que podem se canalizar para produtos caros e inúteis. Tudo é consumo, conjugação natural do dinheiro. Tudo se compra, até mesmo a ilusão de ser feliz, de estar satisfeito com o status quo. Até que a verdade, de algum modo venha nos despertar deste sonambulismo, nos faça perceber a mentira em que vivemos. “Dinheiro não traz felicidade” e o ditado nunca esteve tão certo, pois, quando falta, sofremos as penas de uma dificuldade financeira, quando o temos em quantidade suficiente ou acumulamos uma grande quantia (principalmente quando as cifras passam dos mil e dos milhões), o medo da violência nos ronda, a inveja e a cobiça chegam com este quase como um item obrigatório indesejado. “Dinheiro não traz felicidade, manda buscar de jatinho” já ouvi dizer por aí... Suas consequências também vem na velocidade da luz. Infelizmente convencionou-se assim, estabeleceu-se assim e é deste modo que temos que viver, para poder sobreviver na sociedade (que sufoca qualquer tipo de insurreição, vai sufocar este texto também), sociedade capitalista esta que deu um tiro em seus dois pés e agora já aponta a arma para a própria cabeça...
E tudo por causa de um simples pedaço de papel moeda...

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