24 de março de 2011

Elizabeth Taylor (1932 - 2011)


Escrevo com atraso sobre a morte de Liz Taylor. Uma das maiores estrelas da história do cinema. Soube ontem, pela Internet, e com pesar igual ao quando vi na televisão que Paul Newman tinha falecido também. Engraçado que umas semanas antes, tinha lido uma notícia de que a atriz se recuperava de problemas cardíacos num hospital. Recuperação que, premonitoriamente, me fez lembrar daqueles restabelecimentos que muitas pessoas entre a vida e a morte vivem, meio que para poderem se despedir de seus familiares, e depois capitularem à doença que as prostraram ali no leito do hospital.
Tudo bem, confesso que assisti pouquíssimos filmes de Liz Taylor, para não mencionar a pavorosa versão para cinema do desenho The Flintstones, seu último filme, prefiro lembrar-me de A Mocidade é Assim e Gata em Teto de Zinco Quente. O primeiro de quando ela era apenas uma estrela infantil, num filme inocente sobre corrida de cavalos. O segundo é Liz Taylor no auge de seu talento e de sua beleza, num clássico baseado na peça de Tennesse Williams e dirigido Richard Brooks.
Antes de atriz, Elizabeth Taylor foi um ícone. Um ícone cujo rosto era tão marcante quanto o de Marilyn Monroe, Marlon Brando, James Dean, Audrey Hepburn e Paul Newman e outros tantos que ficarão no domínio público, no nosso imaginário. Os tempos são outros e divas não são substituíveis, não haverá uma nova Elizabeth Taylor quando nem outra atriz, por exemplo, ainda tenha chegado (e nunca chegará) ao patamar de uma Marilyn Monroe. Soa fora de contexto cogitar tal hipótese. E o melhor é lembrarmos-nos dela como a grande estrela que foi, linda e grandiosa na telona do cinema, onde permanecerá eterna, compondo agora uma outra constelação além do star system do qual fora importante integrante.

2 comentários:

  1. Bela homenagem, cara. Essa mulher tinha uma beleza fora do comum. Este filme, Gata em teto de zinco quente, confesso que nunca havia assistido e, na madrugada de sua morte, o SBT transmitiu dublado e, mesmo eu odiando filmes dublados, fui assistindo e acabei ficando embasbacado.
    Este filme se passa em pouquíssimas locações. Parece que 90% das cenas são no quarto do casal. O personagem principal está de muletas. Tudo se baseia na relação dos dois. Isso é fantástico, pois lembra muito o teatro, Wesley. O teatro, em contraposição ao cinema, tem esta característica, o tal do "nu" que citei no meu blog também: situação clara, exposta, total, singela, autêntica, honesta. Atuação pura. Pouca edição. Só para feras como Liz, Newman ou Brando. São filmes como Sindicato de Ladrões, o já citado Gata em teto..., ou O Indomado, respectivamente estrelados por Brando, Liz Taylor e Paul Newman.
    Estes atores pertenceram à Actor's Studio, ao meu ver a coisa mais genial que Hollywood fabricou. Se existiu um equivalente à Nouvelle Vague em Hollywood, este um foi o Actor's. Digo no sentido de que, em nenhum outro contexto, seria possível ver Marlon Brando declamar algumas confissões de sua própria infância, de sua vida, agregando ao texto / roteiro algo que hoje conhecemos como "método Fátima Toledo", em uma produção róliúdi (O último tango em Paris).
    Esta mulher pertenceu a esta época e a este estilo. Este filme é um clássico, como poucos. Que fique esta homenagem à grande atriz que foi Liz Taylor.

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  2. Assisti a quase todos os filmes de Elizasbeth Taylor.Sou eterno fã de seu talento e de sua beleza.Elizabeth, foi uma das últimas divas do cinema ao lado de Ava Gardner,Lana Turner e outras radiosas estrelas da época.Hoje, as estrelas ja nascem planetas mortos. ELIZABETH TAYLOR FOI,É E SERÁ SEMPRE UM ÍCONE ESTELAR.

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