17 de julho de 2011

Ai que preguiça!



Preguiça.

Santa preguiça que atrasa nossa vida que nos joga à inércia que nos faz prorrogar qualquer decisão.
Preguiça de todo dia que nos retem à cama, que nos faz arrastar pelas ruas, que arranca bocejos e nos faz bufar de desânimo por aí.
Confesso que sou vítima e culpado da minha preguiça, talvez seja este o meu calcanhar de Aquiles, quase uma mania ou sina a de não concluir as coisas.
O que irrita demasiadamente, irritação que desperta a vontade e faz chacoalhar os esqueletos, arranca as teias de aranha da mente e as articulações arranham num ruído, prejudicadas pela ferrugem. Leve e muitas vezes efêmero sinal de atitude.
Macunaíma expressou sua principal característica com um inesquecível “Ai que preguiça” e virou símbolo de uma certa brasilidade, adjetivo este que desejamos não carregar em nossas costas, Mario de Andrade que nos desculpe.
Se devemos tratá-la como um pecado, recorreremos aos santos, se apenas como uma falha humana, nos aplicamos algum ato corretivo. Só não podemos deixar que esta preguiça nos tome por completo, resulte em sono e fastio, resulte em atraso em todos os sentidos.
Preguiça boa pela manhã e nada mais, sanada com um rápido dormir e nada mais, às vezes não há nenhum outro jeito de superá-la do que rendendo-se à cama. Palavras que soam bonitas e a ação destas é muitas vezes difícil de representar, de concretizar.
Antes de lotar o inferno com mais uma de tantas outras ótimas intenções, pensemos bem qual a origem e a razão pra tamanha preguiça, solucionando-a com ação. Mas antes disso, um novo cochilo não vai fazer nenhum mal.

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