4 de julho de 2011

Tentando ser um série maníaco


Atualmente não é novidade que a produção de séries na TV americana atingiu um grau de qualidade técnica e artística de dar inveja a muito filme hollywoodiano. Um sinal disso é a migração de grandes nomes da telona em produções para a televisão. Títulos como Lost, 24 horas, Dexter, House, entre tantos outros conquistaram o público e a audiência mundial e o respeito por grande parte da crítica. Acompanhar as inúmeras séries, pelo menos as suas favoritas, exige no mínimo dois pré-requisitos: ter tempo e uma TV por assinatura que tenha em seu pacote os canais com as grandes novidades da temporada. Claro que a Internet facilitou em muito o acesso aos episódios, disponibilizadas muitas vezes com poucas horas de diferença da exibição feita nos Estados Unidos.
Meio que tardiamente tento então acompanhar a produção pregressa de 2011 e ficar inteirado assistindo e não somente ouvindo falar sobre... Tempo é o principal empecilho, mas a Internet vem em meu auxílio como uma carta na manga.
Meu interesse pelas séries, antes de tudo, é despertado pelo fato de gostar de escrever e estas serem um rico painel de personagens, situações, enredos, etc. para um aspirante a escritor e roteirista se inspirar criando as suas próprias tramas.
     Não fui daquelas crianças que acompanharam com fervor Anos Incríveis, série clássica exibida pela TV Cultura a qual muitos dos meus colegas lembram com carinho, ou de Barrados no Baile, Melrose Place, Punky – A Levada da Breca, até mesmo Alf.


Da infância recordo-me do Chaves (que é mexicana, embora seja também uma série marcante para muitas gerações) e de que assistia mais as novelas do que as séries propriamente ditas, apesar da estrutura semelhante. Recordo-me de não perder Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman com a Teri Hatcher (de Desperate Housewives) e Dean Cain também me divertido com Blossom. Depois de uma fase anime (graças à contribuição da TV Manchete), fiquei num período de estiagem até descobrir na madrugada do SBT a exibição de A Sete Palmos ou Six Feet Under, incrível série da HBO que, sem exageros, marcou uma fase da minha vida. Acompanhei religiosamente a exibição da primeira temporada, havia perdido apenas alguns episódios, as outras quatro pelo que me lembro não foram exibidas e outro fator me atrapalhou: comecei a trabalhar. Poucas obras audiovisuais (incluindo o cinema nesta patota) me comoveram tanto de uma forma tão pessoal. Pretendo comentar sobre Six Feet Under neste blog futuramente.


A comédia Two and a Half Men com Charlie Sheen tornou-se minha sitcom favorita, a acidez do personagem principal e o humor irônico e politicamente incorreto que permeia todos os episódios me fazem rir como poucos filmes fizeram, aliás dificilmente as comédias atuais conseguem arrancar gargalhadas tão boas. Vamos ver se Ashton Kutcher vai suprir a falta que o Charlie Sheen certamente vai causar após sua turbulenta saída da série.


A paixão pelos filmes musicais levou-me a procurar por Glee, tema de um dos primeiros posts deste blog, a mistura de canções conhecidas do grande público e a busca incessante em ser popular num ambiente escolar deu certo. Atualmente estou acompanhado, com atraso, eu sei, os episódios da segunda temporada, e a impressão é que a série conseguiu melhorar bastante, principalmente na questão do roteiro, que causou certos estranhamentos na temporada anterior, aguardem novas impressões sobre esta deliciosa série que já faz parte das minhas preferidas ao lado de A Sete Palmos e Two and a Half Men.
Acredito que estou perdido, afinal são tantos episódios e séries e temporadas que não sei por onde começar, até mesmo o mais esperançoso dos homens sabe que não atingirei esta meta. Então começarei pelo fim...


    Boardwalk Empire e The Walking Dead são os que pretendo acompanhar. A primeira uma estupenda reconstituição da Atlantic City dos tempos da Lei Seca, nos anos 20, e do império de crime e tráfico de bebidas que Nucky Thompson (vivido pelo sempre ótimo Steve Buscemi), político e gangster da cidade, construiu neste período. A série tem produção executiva e primeiro episódio dirigido por ninguém menos que o mestre Martin Scorsese. A segunda, é uma ótima adaptação da graphic novel homônima, com um xerife que acorda de um coma em meio a uma cidade dominada por zumbis, onde os humanos são minoria e lutam pela própria sobrevivência, a série foi criada por Frank Darabont (dos ótimos filmes Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre).
Se não encontrarem nenhum post a respeito de alguma série nos próximos dias, pode ser que tenha desistido desta empreitada ambiciosa demais para quem não tem tempo suficiente, ou estou a assistir alguma para poder comentar futuramente aqui neste blog.
Então está lançado o desafio...

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