13 de fevereiro de 2012

O mundo precisa de divas...


  
... E as divas vão se embora uma a uma... Neste ano, começamos com a clássica Etta James e agora a Whitney Houston, no último sábado (11/02)... Na verdade recebi a notícia de sua morte da mesma forma que a de Amy Winehouse, tinha acabado de acordar, quando ouvi da boca do meu namorado que a Whitney tinha falecido. Na verdade gostava da Whitney mas não tanto assim, porém não deixava de admirar seu vozeirão e até o tom melodramático de suas canções românticas ou não (entre seus hits, It's Not Right, But It's ok, a versão remix, me traz boas lembranças) e o seu talento foi um dos mais marcantes nos anos 80 e 90 para o bem e para o mal da indústria fonográfica.
O que todos estes fatos nos levam a pensar? Quando uma geração de grandes talentos está se despedindo, automaticamente refletimos quem irá repor esta perda ou pelo menos compensá-la? Desesperadamente enxergamos que uma entressafra se faz realidade e que os nomes de outrora não possuirão ao menos um equivalente nos dias atuais. Amy foi-se e sobrou Adele, por mais qualidades que a jovem inglesa tenha ela ainda tem que galgar alguns degraus para chegar finalmente "lá", mas tem um bom começo, não tão empolgante quanto a sua antecessora, mas ainda assim algo de se prestar atenção. Whitney partiu e sobram Beyoncés, Rihannas e genéricas, por outro lado sempre sentimos falta daquele "algo mais" em seus trabalhos... O fato é que a nova geração não tem mais o que criar e reinventar, tudo já foi feito, mastigado, regurgitado, não resta nada aos novos nomes a não ser usarem as suas referências em sua música.
Outro caso, sem querer enveredar pelo politicamente correto, cada um faz da sua vida o que bem entende, é o fato das drogas serem as grandes vilãs de todo este contexto. A vida destas cantoras passaram por turbulências causadas pelo uso das drogas, não exclusivamente só por causa disso, claro (fatores externos e psicológicos podem agregar alguma informação nesta discussão). São tantos os nomes que parece uma constante ou uma maldição que vários ídolos tenham morrido em decorrência de seu vício. O que seria do mundo da música se Janis Joplin, Elis Regina, Freddie Mercury, entre muitos outros, continuassem vivos? Ou eles são o que são porque foi exatamente o ter morrido precocemente que perpetuou sua fama e marcou seus nomes para sempre na história da música? Eles se reinventariam ou cairiam na repetição de seu próprio estilo (se lhes fossem permitidos uma, duas ou mais décadas  de vida), numa repetição entediante de fórmulas, como vemos muitas grandes estrelas fazerem até hoje.
Deixemos a música seguir seu rumo natural, lamentaremos a falta das grandes estrelas (eu, como fã de cantoras, me preocupo com a absoluta falta delas e com o ir embora daquelas que ainda valem a pena escutar) recorrendo a discos antigos, garimparemos o momento atual à procura de algum nome que represente frescor e novidade e não apenas pretensão e exibicionismo. E, assim, os nossos dias perdem um pouco da graça com a ausência destes talentos. Fazer o que? Quem mandou não nascer algumas décadas atrás, não é?

3 comentários:

  1. A vida segue, caro amigo! Outras divas virão, graças a Deus!

    ResponderExcluir
  2. Wesley, meu cinéfilo amigo, boa noite!

    Lá no poetasdemarte.blogspot.com estamos querendo colocar novos colaboradores, pessoas de qualidade que possam somar à equipe.Quando conversamos, lembrei de ti. Pensei se você não aceitaria integrar o time comentando sobre cinema. Sei que você já tem um blog, muito bom, diga-se de passagem, que versa sobre a sétima arte. Pensei contudo de uma vez por semana você fazer uma explanção sobre uma película, postando um trecho do vídeo.Pensei em cinemarte ou coisa desse tipo. Você decidiria o nome. Não precisaria ser algo altamente elaborado, pois sei que o tempo as vezes é curto, mas também tenho certeza que escrever é uma cachaça.

    Pense se você nos dá essa honra!

    Envie-me um email dizendo sim ou não:mat_amorim@hotmail.com

    Aguardo uma resposta positiva!

    P.S.:Se tiver uma outra ideia, relativa à cinema, diferente da minha, vamos conersar!

    Muita Paz!

    ResponderExcluir
  3. Wesley, querido amigo, maravilha de texto!!Compartilho com tua análise e pesar.Um pazer te ler. Bravissimo!!!
    Beijos, Vilma

    ResponderExcluir