29 de agosto de 2012

O Livro de Areia (Jorge Luis Borges)


Meu primeiro contato com Jorge Luis Borges foi há muitos anos atrás com o livro de contos “O Livro de Areia”. Lembro que abandonei a leitura de suas estórias no segundo ou terceiro texto. Toda a sua escrita, naquela época pareceu-me inalcançável, julgava-me imaturo demais para assimilar aquela profusão de referências cultas que ele fazia em suas estórias. Foi justamente com este “Livro de Areia” que voltei ao universo único deste escritor argentino e muitas outras coisas ainda fogem a minha compreensão. Não sou profundo conhecedor de histórias medievais, da mitologia de determinados países, da cultura clássica e Borges espalha o seu conhecimento enciclopédico e rico a respeito destes temas em seus escritos. Mas desta vez não capitulei, segui corajoso até o fim deste livro de contos, com muito por aprender, no entanto com uma boa parcela de mim já conquistada por este universo único (encontro com duplos, disputa entre acadêmicos, atentados a políticos, bibliotecas do mundo, etc.). O Livro de Areia pode não ser o livro perfeito para conhecer a obra de Borges (vide minha experiência inicial), mas dá a exata dimensão do quanto este é vasto, complexo e fascinante.

Um comentário:

  1. Borges é incrível, entretanto deve-se estar bem disposto a batalhar para compreender sua profunda inteligência. Passei(e ainda passo, não me envergonho em dizer)por essa ideia de pequenez de conhecimento tambpem quando o li pela primeira vez em História Universal da Infâmia. Há zil referências que devemos considerar e parar para pesquisar sobre.

    Chato ninguém citá-lo durante nosso colegial.

    ResponderExcluir