5 de maio de 2013

Não, não e não!




Um amigo da empresa onde eu trabalho me pediu que publicasse um texto que discorresse sobre a arte de dizer não. Sinceramente NÃO sei dizer NÃO, mas paulatinamente estou aprendendo (a passos de tartaruga centenária, confesso). NÃO posso escrever sobre isto, porque também NÃO tenho a receita. Até mesmo se eu tivesse aprendido, eu NÃO teria aceito a incumbência de meu colega e justificaria com o ego inflado que quem manda na minha produção blogueira sou eu, que ninguém mete o bedelho nem nos meus escritos nem nas minhas besteiras. Na verdade, a vida nos diz NÃO para muitas coisas, nossa capacidade está no desviar ou adaptar a tantas negativas. Mas se eu aceito o NÃO por que NÃO proferi-lo de vez em quando? O que nos impede de expeli-lo para fora da boca? Nós podemos tentar, no topo de nossa auto-indulgência, nos convencer de que somos “bonzinhos” demais. Certamente isto também acontece pelo medo de surpreender ou magoar o outro. O que, por outro lado, pode significar uma auto-anulação, cerceando nossos reais desejos. A única pessoa com quem não temos o pudor de dizer NÃO somos nós mesmos. Abnegação, altruísmo, cristianismo, egoísmo (por que NÃO pensarmos também por este aspecto?) nos levam a NÃO dizer NÃO. Dizer NÃO, ao que parece, elimina, escamoteia, mina uma dessas virtudes tão apregoadas por aí, uma ameaça à nossa conduta de cidadão. “Vais me negar por três vezes”, disse Cristo a Pedro. Dizer sim é mais sociável que o NÃO e vivemos num grupo, no coletivo, por mais que os instintos eremitas nos façam procurar o isolamento. Se servir este conselho: que este simples, porém tão profundo advérbio de afirmação (sim) ao menos saia sincero quando projetado de forma audível pelo nosso aparelho fonético diante de algum questionamento ou pedido. O NÃO sairá algum dia, NÃO se preocupe, afinal, dizer sempre sim, aceitar com frequência tudo que nos pedem ou dizem acaba nos enfastiando, é um processo natural.
É, amigo, acredito que não te ajudei muito. Fique à vontade de concordar ou negar as “besteiras” ou “escritos” acima, eu vou compreender...

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