13 de julho de 2013

Preguiça de rock


Hoje é o dia do rock e vou fazer uma confissão: Tenho uma preguiça danada de ouvir rock. Gosto de algumas bandas ou cantores, no entanto não tenho a paciência o suficiente para encarar um disco inteiro. E isto acontece com vários artistas nacionais ou estrangeiros. Dê-me 20 discos de cantoras diversas, eu escutarei com todo o prazer. Dê-me um disco de rock, um único que seja, talvez não o faça com o mesmo gosto ou rigor, dependendo do grau de virtuosismo ou novidade que ele tiver. Antes de tudo este post não é uma crítica ao gênero que mudou a história da música e os padrões de comportamento no século XX desde que um certo Elvis Presley entoou sua versão de “That’s All Right, Mama”. Encarem como uma homenagem um tanto quanto torta, mas ainda assim uma homenagem.


E olha que influências não poderiam faltar: Meu pai é um fã confesso, de carteirinha, do Bob Dylan, este monstro da música americana. Cresci ouvindo tanto as canções de sua fase folk quanto da fase em que as guitarras entraram para os seus arranjos, mas nenhuma delas compõe meu Top 10 de canções que adoro. Aliás, parte das influências musicais que sofri foi exercida pelo meu pai. Meus melhores amigos e minha prima também adoram rock (uns metal, progressivo, outro classic rock, hard rock, outra grunge). Acontece que nem assim incorporei esta verve rockeira em mim. Passei minha vida inteira sem ouvir um disco completo dos Beatles ou do Jimmi Hendrix ou do Velvet Underground e pelo visto permanecerei muito tempo nesta situação.


Tenho minhas simpatias pelos Rolling Stones, pela Janis Joplin (por ser uma estupenda cantora, claro) e o Queen é uma das poucas bandas que eu gosto de ouvir com frequência, nada além disso. Admiro também quem curte este estilo musical, porém não me incluo neste grupo de camisetas pretas de capas de discos clássicos. Por falar nisso, só acho que alguns roqueiros (alguns, vale salientar) são meio xiitas, radicais demais, de visão limitada. O que mais me irrita são aqueles que só gostam de rock, apenas ouvem rock e classificam tudo aquilo que não tem riff de guitarra metaleira como música ruim, fazem bico e cara feia quando toca um samba, um jazz, um forró e se você falar mal de sua banda favorita terá que encarar as piores reações. Chegam a ser engraçados, eles apenas ignoram o fato de que na música tudo resulta de uma mistura de diversas sonoridades, nenhuma canção ou gênero é totalmente puro.
Minha alma é aberta para todos os gêneros musicais, alguns falam mais ao meu gosto e ao meu coração do que outros. Não é o caso do rock, ainda sim, respeito quem tem tais predileções, muitos o encaram quase como uma religião e o é sob determinado aspecto. Só resta então torcer para que o rock continue com este espírito jovem, contestador, meio Peter Pan, meio Mefistófeles, totalmente bad boy, a encantar as gerações com seus hinos eternos e a mudar de vez em quando os costumes desta sociedade tão careta e conservadora.

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