8 de março de 2014

Enfim, elas...




Desde o início dos tempos a humanidade tenta vender a imagem de fragilidade e sensibilidade às mulheres. Incrível como no século XXI esta ideologia ainda domina o nosso imaginário. Comparadas com uma flor, ligadas ao coração, a sentimentos românticos. A mulher foge a qualquer um destes estereótipos. Num mundo predominantemente masculino temos mulheres que conseguem se impor e quebrar as regras. Eva teve a grande coragem de comer a maçã. Maria aceitou a incumbência de gerar o filho de Deus. Só para citar os exemplos bíblicos. Ao longo da história foram rainhas, amantes, guerreiras, escritoras, filósofas, cientistas, atrizes, cantoras, pintoras, líderes, presidentes ou simplesmente aquelas que vivem nos bastidores da sociedade. As que se completam sendo mães, as que se completam casando. As que se completam dizendo “dane-se” a todas estas expectativas e dedicam-se ao trabalho, fazem o que gostam, escolhem com quem e quando querem dormir. Mulheres que tem como inimigas suas iguais. Discriminadas e desconfiadas do mesmo sexo. Críticas de si mesmas e da outra. Não precisava ser assim. Nem tanto Mulher Maravilha, nem tanto o tipo submissa a tudo e todos. Humanas apenas, como qualquer um. Como qualquer homem. Mulher homo sapiens. Mesma raça, mesmas preocupações, mesmas crises de existência. Ou vocês acham que as suas mães, irmãs ou esposas têm a mente ocupada apenas com afazeres domésticos ou coisas do gênero? Somos gratos e devedores de todas elas. Uma dívida que vem desde o tempo das cavernas...

Nenhum comentário:

Postar um comentário