21 de abril de 2014

Dos feriados


Anseias pelo descanso. Perscruta o calendário em busca dele. À caça dos sábados (nem todos são possíveis) e domingos. À procura dos feriados. Esperanças de possíveis “emendas”. O corpo cheio de expectativas. De dormir até tarde. De esquecer os problemas. De se divertir demasiadamente. De que este dia, em que a maioria está de folga, seja marcante de alguma outra forma. Eternizado em fotografias ou gravado na memória emotiva. Feriados frustram, pois infelizmente têm fim. O tempo não cessa e acaba com este dia tão aguardado. Que mal começou! Feriados são rápidos como tudo que é bom. Possuem a velocidade da luz ou a de um piscar de olhos. Trazem consigo, com a sua finitude, as responsabilidades, os deveres, o serviço abandonado no dia útil anterior. Estão de volta ao bojo das discussões, ao centro das nossas atenções tudo aquilo que tentamos esquecer. E a vida real, outrora suspensa, retorna com toda intensidade. Quiçá aguardar o próximo mês diminua a ânsia que se alimenta com o decrescer do dia, do derradeiro feriado. Tempo último do descanso, templo útil do marasmo, inevitável como o dia seguinte.

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