2 de maio de 2014

#SomosTodosHumanos



Tentei comer uma banana mas ela estava muito podre. Postar a foto desta tentativa na Internet também não era uma boa ideia, tão espontâneo que seria. O fato é que estou refletindo aqui se somos todos macacos mesmo. Que originamos dos símios, isso até Darwin sabia (ha!). Hummm... Nossos ancestrais não merecem tamanha comparação. Prefiro reconhecer que nós, na verdade, somos todos humanos... E as reticências são um pesar sobre esta constatação. Reconhecer a humanidade é dar-se conta principalmente daquilo tudo que erramos. Como diz a gíria popular: “Ramelamos na missão”. Raça evoluída, que nada! Ao que tudo indica caminhamos decididamente para trás. Apoiamos aquilo que há uma hora éramos contra. Somos dotados da capacidade da hipocrisia e da conveniência. Posso ser um defensor dos direitos humanos e alguém a favor da pena de morte e da tortura segundos depois, sem que as maçãs do rosto ruborizem pela mudança repentina de opinião. Queremos a volta da ditadura e a oficialização do apartheid, pois já o vivemos decerto, no entanto ainda o nomeamos aqui como um regime democrático. Trazemos conosco o preconceito, sob o disfarce da mente aberta a tudo e a todos. Coisas comuns ao nosso gênero, à nossa espécie. Nas rodas de amigos, o apoio ao gay, à inclusão social do negro e do pobre. Intimamente repudiamos este monte de bichas desavergonhadas e temos medo na presença de alguém de tez escura no retorno noturno para casa. Sonhamos com a igualdade de oportunidades, melhor distribuição de renda e o fim da miséria, no entanto desperdiçamos tempo e dinheiro em coisas inúteis e ignoramos o mendigo que permanece invisível aos nossos olhos e incapaz de tocar a sensibilidade do coração calejado de tantos problemas. Sou humano, passível de erro, passível de injustiças. Daniel Alves também. Até o Neymar e o Luciano Huck com todo o seu oportunismo e a necessidade inata em estrelas do futebol e da televisão de aparecer e parecer bons moços. E continuamos a remar com nosso barco, redemoinho em que nos encontramos, girando em círculos, concêntricos e egocêntricos, rumo ao meio que nos traga sem que percebamos, tão sequiosos de postar a derradeira foto no Instagram ou no Twitter ou nos lamentarmos, mais uma vez, no Facebook. Sim, #SomosTodosHumanos...

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