21 de fevereiro de 2015

Colonizado

A boca treme
de uma febre diversa
o fulgor advém
de um olhar terceiro
de fora, estrangeiro
arquitetando invasões
colonizando-o
projetando capitanias
impondo sua língua
dentro da tua.
Abalando
tuas crenças pagãs
extraindo 
as maiores riquezas
e quando
menos perceberes
estás subjulgado
escravo d’algo
que sequer conheces
e te entregas
cativo
sem reclamar
cenho franzido
contrariado
cabisbaixo
aguardando somente
a próxima ordem
e assim
silenciosamente
perder-se
mais uma vez
na língua dele
em tudo.


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