10 de junho de 2015

Mania de fobia


Depois da heterofobia, brancofobia, agora descobri que existe a cristofobia. Logo Jesus Cristo que é só amor e pede para que você faça o mesmo com o próximo, não impôs nada pelo medo e ainda foi crucificado. Tudo bem, patologia não discutimos e, sim, padecemos. Analisando a minha rotina, dei-me conta de que há outros tipos de medos irracionais, primários, primitivos rondando a minha cabeça.
Os sintomas começam quando uma batida ritmada se avizinha à minha janela e sou obrigado a escutar um ritmo popularizado nas periferias e no programa Esquenta. É batata, bastou eu ouvir o primeiro “TCHUTCHA TCHUCHA” e o tom desafinado do MC que a minha funkfobia piora e me deixa em estado de nervos. Às vezes esta sensação transmuta-se para o bregofobia, quando a muriçoca pica, pica, pica, pica n’algum bar da região.
Mas o meu drama não para por aí, todo 5º dia útil do mês sou acometido pela durezofobia, sabe aquela aflição de ficar sem um tostão furado já no dia seguinte ao do pagamento constar na conta corrente? Deste mal eu sei que não sou o único que padeço. Ser pobre já não é fácil e ainda sofrer destes ataques de pânico com a conta zerada ou negativa, então...
Ouvi dizer que algumas pessoas desenvolveram cronicamente a livrofobia e a leiturofobia que, consequentemente, tornam-se interpretofóbas também, uma histeria que se alastrou pelas redes sociais, dizem...
São tantas fobias se desenvolvendo na sociedade moderna que eu penso aonde a humanidade vai parar com tanto medo?

Pensando bem, tenho percebido que as minhas postagens foram pouco visualizadas ultimamente. Pode ser presunção da minha parte, mas o problema não é o texto. O que explica a baixa popularidade das minhas postagens neste blog só pode ser Wesleyfobia!!! Cadê as autoridades para cuidar disso? Absurdo...

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