21 de dezembro de 2015

Na Estante 51: O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupery)


Livro: O pequeno príncipe
Autor: Antoine de Saint Exupery
Editora: Agir
Ano: 2003
Páginas: 96

“O essencial é invisível para os olhos.”
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“O Pequeno Príncipe” deixou uma série de frases marcantes, tornou-se o livro favorito de muitas pessoas, referência obrigatória nos concursos de misses e um clássico da literatura. Ao ler tardiamente esta obra de Antoine de Saint-Exupery, o que mais me chamou a atenção foi o teor altamente filosófico e melancólico da narrativa. Nas páginas de “O Pequeno Príncipe” circulam temas como a solidão, a mesquinhez, as relações humanas, o universo adulto, a morte, o amor, alguns destes com uma profundidade surpreendente.
A linguagem tem a aparente simplicidade dos livros voltados ao público infantil, porém é na antítese criança/adulto que a estória criada pelo piloto e escritor francês gira em torno. O quanto uma parte não compreende a outra, uma por inocência, outra por que perdeu seu vínculo com o que há de melhor na infância, deixando-se levar por coisas práticas que, por sua vez, não levam a nada. 
O habitante do pequeno planeta (ou o asteroide B 612) tem a curiosidade, o olhar questionador e a obstinação de quem não contenta-se com uma parca resposta. Talvez a identificação da maioria dos leitores advenha desta tenacidade infantil, do olhar despido de preconceitos e das descobertas que o personagem faz a respeito do universo que o circunda e um pouco dos valores (ou a falta deles) que regem o comportamento dos homens, fato que torna “O Pequeno Príncipe” um livro atemporal e universal, complexo como uma boa obra de ficção, cativante como toda ótima obra infantil.

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