18 de janeiro de 2016

Ave, Café!


Se eu consegui sobreviver aos desastres do ano de 2015 foi devido ao café. Se houvesse a quem dedicar todo o meu sucesso ou fracasso profissional e estudantil, seria ao café ou falta dele no momento certo. Exagero? Sim e não. Afinal quem não gosta daquele líquido negro, cheiroso e que tanto nos estimulam a níveis viciantes?
O café é a cachaça de quase todo trabalhador. Aquela bebida autorizada que dá energia e desperta. Sentiu sono? Café! Está desanimado? Café! Hora do lanche? Café! Antes, durante ou depois de uma reunião infrutífera? Café, óbvio! Ao fim de um dia estressante ou começo de uma nova jornada diária! Não existe momento inadequado, o café consegue arrumar um espaço para se inserir e fazer-se exigir.
Se existisse versão injetável, usaria. Uma droga necessária. Como as pessoas evitariam o cansaço e o sono? Dormindo e repousando, possivelmente. Num mundo perfeito já que nosso serviço assalariado assemelha-se cada vez mais a um trabalho escravo. Fazer mais com menos. Otimizar custos. Ter vistas grossas à qualidade em detrimento da quantidade. O café move o mundo. Café é o melhor amigo, superior aquele colega do serviço que faz piadinhas manjadas para te animar. O café te dá energia em silêncio e cheira bem melhor do que o tal colega durante o expediente.
Sua apreciação é como um rito de iniciação a uma vida adulta repleta de responsabilidades e falta de tempo, gosto de maturidade que se une ao odor do cigarro, ao sabor da cerveja e outras bebidas destiladas ou fermentadas e da comida de self service. Coisas que aprendemos a tolerar ou apreciar em nossas vidas pela força do hábito, o impulso do vício ou simplesmente pela necessidade de tê-las ali ao nosso alcance. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário