16 de outubro de 2016

Na Estante 65: Romeu e Julieta (William Shakespeare)


Livro: Romeu e Julieta
Autor: William Shakespeare
Editora: Saraiva de Bolso
Ano: 2011
Páginas: 143

2016 é o ano em que se comemoram os 400 anos da morte de William Shakespeare, o grande nome do Renascimento e considerado o maior autor de todos os tempos. Suas obras se perpetuaram e são encenadas em diversas partes do mundo. Romeu e Julieta é um dos trabalhos mais populares e continua a encantar gerações com a história de amor adolescente que superou o ódio entre duas famílias rivais de Verona do século XVI. Romeu, pertencente à família dos Montecchio, e Julieta, filha dos Capuleto, se conhecem no baile de máscaras dado pelos Capuleto e imediatamente se apaixonam. O resto todo mundo conhece. As histórias de amor são sempre as mesmas, desde que o mundo é mundo. O que diferencia cada uma e as qualificam como “boas” ou “ruins” é justamente a forma como foram contadas. Além do enredo de desencontros que dita, principalmente, o final trágico do casal, temos os mais belos diálogos entre os protagonistas, juras de amor líricas que reforçam o dom do poeta sobre o do dramaturgo (as peças de Shakespeare são em sua maioria releituras de textos antigos, os seus detratores o consideram um impostor e, reza a lenda, não comprovada, de que outros autores escreveram seus mais famosos clássicos teatrais, pouca coisa comprovada até agora). A inevitabilidade do destino, o amor capaz de derrubar as barreiras que somente o ódio constrói em torno das pessoas, das classes sociais, ódio que ultrapassa gerações e constrói rivalidades que não fazem sentido com o passar do tempo, são temáticas que mantêm irretocáveis os apelos desta peça. Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Elizabeth Bennett e John Darcy entre tantos outros sobrevivem como exemplos de casais que figuram no imaginário ocidental e justificam a quantidade de releituras e reencenações feitas nos livros, no teatro, TV e cinema, mas sempre é bom recorrer ao original escrito e se deliciar (ou suspirar, no caso dos mais sensíveis e românticos) com a poeticidade do texto shakespeariano.


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