7 de maio de 2017

Do lado de fora


Entre a esquerda e a direita, um abismo. Depressão que se expande e traga. Traga uma cerveja, um champanhe, para celebrar este nada, este zero! Traga tudo para dentro de si, imploda aquilo que ainda resta como alicerce. Se quisesse iria para Cuba ou Miami? Se pudesse me estabeleceria na balbúrdia, já que o elitizado é só repudio e desaprovação. Fora! Tem! Ermo! Dentro! Livro! Me! Um bocado de cultura, um pouco de vergonha pelo entorno brasil. A realidade é surreal, inacreditável é a notícia disseminada, os planos do planalto, assalto do direito pelo destro e o canhoto. Capiroto solto, louco pelo descrédito do inferno diante do que aqui faz-lhe concorrência, com o despótico da história, o arbitrário do estabelecido. Como os livros contarão esses dias? Restarão livros para tamanha ignorância? Ignoro os avisos e aceito convite para bares e afins, para dar um trago. Trago comigo o embargo, aquele amargor que não é o da cerveja trincando. Amargor de fim de festa a qual sequer fui convidado. E que eu seja assim persona non grata, nem penetra, nem VIP. Só aquele que assiste a tudo bebericando um café, tomando umas com a maldita companhia, apenas observando... do lado de fora...