10 de julho de 2017

Por quanto tempo?


Por quanto tempo eu tenho que esperar a poeira baixar para as coisas melhorarem ou simplesmente mudarem de forma? Por quanto tempo eu tenho que esperar a revolução acontecer e, se eu mesmo faço a minha própria rebelião, de onde devo arrancar tanta coragem para tal? Por quanto tempo eu tenho que esperar a brisa ir embora, e tudo ao meu redor parar de girar em torno do meu próprio eixo, sou planeta Terra em translação ou rotação? Ainda há tempo para aguardar? O relógio prossegue na sua contínua tortura psicológica. Amanhece e anoitece, faz um frio e não sei se é possível esquentar-me por dentro.  Nada, nem sequer a vodka com sua chama temporária. Por que tanta pressa, tanta urgência? Os dias passam, as férias acabam e o ano se encerra, tanto por fazer, tanto por querer, muito por adiar. E lá fora? Ainda o gelo, ainda a indiferença, espero o momento certo para sair. Por quanto tempo eu tenho que esperar para sair? Mesmo que eu tenha que congelar ao frio, mesmo que tenha que apenas contemplar a paisagem. Gris cenário, monocromática fauna, arquitetura plana, elevada poeira para ânimos rasteiros, poeira assentada por ânimos inflados. Respostas escondidas. E as perguntas impunemente soltas no contexto. 

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